Categoria: Artigos
Data: 21/07/2026

É bastante comum que as pessoas definam a partir daquilo que acreditam ser sua visão de mundo. Numa espécie de exercício de simplificação das próprias ideias, costumam se reduzir a uma frase ou palavra da moda, sem, no entanto, refletirem o sentido e a origem daquilo que afirmam ser a síntese de toda a sua pessoa.

E, no mercado das palavras ocas, muitos adquirem indumentárias para autoafirmação ou pessimistas ou otimistas. Alguns parecem ser realidade em tons baços e desbotados; outros enxergam tudo matizado em expressiva vivacidade. Porém, quando se procura espremer os termos otimismo e pessimismo , a fim de que entregam seus significados reais, recebe-se deles a negativa em fornecer qualquer descrição objetiva da realidade.

Não é possível enxergar todas as coisas a partir de tais critérios. Por exemplo, nenhum fato isolado, ou ocorrência específica, por pior e deprimente que seja, pode, neste mundo, ser descrito em categorias de pessimismo total. Tomando a via oposta, chega-se à mesma conclusão: o melhor e mais aprazível dos acontecimentos terrenos não pode ser considerado em completo e total otimismo. Tal constatação se torna ainda mais clara quando se concebe o todo dos eventos que compõem o real. Tudo o que acontece sempre possui aspectos negativos e positivos; Portanto, todo fato possui em si mesmo uma capacidade de transmitir sentimentos pessimistas e otimistas, por mais encoberto que um ou outro possa estar. Logo, otimismo e pessimismo não são, num primeiro momento, perspectivas objetivas em que se apreende a realidade.

Onde, então, de fato, se encontram o pessimismo e o otimismo?

Alguém que só olha o sofrimento, a tragédia, a crueldade ou os desastres, talvez por vivência pessoal ou por ser atraído por uma atração melancólica a estes acontecimentos, levará o estado de coisas sempre em uma vida pessimista. Todavia, as Sagradas Escrituras declaram autoritativamente que o mal vem do pecado, isto é, tem origem no coração danificado do homem.

De onde procedem as guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na sua carne? Thiago 4.1.

Não obstante, na maioria das rosas dos ventos, outro indivíduo pode, em visão sob lente prismática e colorida, achar que tudo, ou quase tudo, são rosas, perfume e felicidade. O que ilustra esta posição é o discurso esponjoso daqueles que dizem que se devem visualizar situações casuais e encher a mente de pensamentos positivos no intuito de atrair coisas boas. Mas em resposta a isto, a Palavra de Deus afirma que a hold, a beleza e a verdade plena somente se encontram no Deus trino.

"Não erreis, meus amados irmãos. Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação." Tiago 1.16–17.

Sendo assim, o pessimismo real é procurar em nenhum homem pecador uma solução para os problemas que assolam a existência; ao passo que o verdadeiro otimismo está em olhar para Cristo e Sua obra redentora e, pela fé, penetrar o invisível e enxergar que, nEle, as coisas velhas e pessimistas já passaram, e as novas e otimistas já chegaram.

Portanto, ao olhar acima do sol, o descrente, por mais feliz, seguro e otimista que esteja, querendo ou não, é detentor de todo pessimismo. Já o crente no Senhor Jesus, ainda que esteja tateando na escuridão do vale da sombra da morte, tem a posse do otimismo genuíno, que é a autêntica Esperança.

Tem alguma dúvida? Suba ao Gólgota e olhe para a cruz do meio.



Autor: Reverendo Thiago Abras   |   Visualizações: 32 pessoas
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